segunda-feira, janeiro 28, 2013

Rotatória para pedestres na China




Quando muitas vias convergem para – ou partem de – um único ponto da cidade, o trânsito costuma ficar caótico. E a melhor solução que a engenharia apresentou para o problema até hoje foi a rotatória, um recurso que permite os cruzamentos, mas não elimina a bagunça. Pior, dificulta a vida do pedestre, o último a ser notado por motoristas mais preocupados em sair ilesos da roleta.



Mas não no bairro de Pudong, em Xangai, na China. Ali, os pedestres ganharam uma rotatória só para eles: a passarela circular Lujiazui, construída do lado leste do rio Huangpu, na zona econômica e financeira da cidade, cercada por arranha-céus onde não havia nada além de terra há 15 anos.



Suspensa quase 20 metros acima da rua, a ponte permite que os pedestres passem de um lado a outro da rotatória em segurança, desde que estejam dispostos a percorrer o mesmo trajeto circular dos automóveis. De brinde, eles ainda têm a chance de assistir de camarote às confusões em que os motoristas se metem logo abaixo.



A passarela dá acesso ao edifício Oriental Pearl Tower, conectando os prédios de escritórios do centro financeiro das redondezas a áreas de lazer e compras, como shoppings e cafés.





Com 5,5 metros de largura, a ponte permite que 15 pessoas caminhem lado a lado, facilita o acesso aos transportes públicos e ainda é toda iluminada à noite, o que dá um bonito efeito à região. Além disso, vãos longos entre colunas também proporcionam agradáveis experiências em relação ao nível da rua, de onde se pode ver a cidade um pouco mais do alto, tornando a rotatória ideal também para passeios turísticos.

 

Fonte: Casa Vogue

Roteiro cultural da USP mostra a São Paulo modernista



Passeio gratuito aos sábados inclui visitas ao Museu Paulista, ao centro da cidade e ao MAC, no Parque do Ibirapuera (Foto: Edifício Copam/Wikimedia Commons)

O Museu Paulista, no bairro do Ipiranga, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Rua Maranhão, em Higienópolis, e o Museu de Arte Contemporânea (MAC), no Parque do Ibirapuera, fazem parte do roteiro “A USP e a São Paulo Modernista”, que ocorre aos sábados entre 10h e 14h.

O passeio – gratuito é feito em um ônibus equipado com recursos multimídia e conta com uma equipe de mediadores composta por historiadores, artistas plásticos e arquitetos, além de um guia da Embratur.

O roteiro, que integra o programa do Giro Cultural, da Universidade de São Paulo (USP), explora a implementação do modernismo na cidade, em suas várias dimensões – arquitetônica, urbanística, econômica, sociocultural e política , cobrindo o período que vai do século XIX até os anos 1950, com a consolidação do projeto modernista na cidade.

Mais informações e inscrições pelo site www.prceu.usp.br/programas/girocultural/visitassp.php
Fonte: Agência FAPESP

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Viva a Bossa Nova!!!

Confronto do petróleo na Amazônia Equatoriana



A tribo Kichwa de Sani Isla no Equador pediu nossa ajuda para impedir o governo de transformar suas florestas em um campo de exploração de petróleo. Um enorme escândalo na mídia global exigindo do Presidente Correa medidas que estejam de acordo com seus princípios ambientalistas pode persuadí-lo a dar um passo atrás e impedir a corrida do petróleo da Amazônia. Assine a petição agora:
Uma mega-empresa de petróleo está tentando transformar a mais primitiva floresta tropical no coração do Equador em um campo de petróleo. A tribo Kichwa de Sani Isla está resistindo com coragem e acabaram de nos pedir ajuda para salvar suas terras.

A comunidade assinou um compromisso de nunca vender suas terras, onde onças vagueiam e um único hectare pode conter mais diversidade animal do que em toda a América do Norte! Mas o governo do Equador está tentando comprá-los para oferecer 4 milhões de hectares da Amazônia para grandes petrolíferas. O presidente Correa está numa batalha eleitoral neste momento e tem uma reputação de respeito ao meio ambiente e aos povos indígenas. Se pudermos fazer esse assunto vazar globalmente e tornar a proteção da Amazônia uma questão eleitoral, poderemos impedir essa corrida do petróleo.

Até agora a comunidade corajosamente se manteve firme, mas os petroleiros podem chegar com seus equipamentos de perfuração a qualquer momento. Os Kichwa estão apelando por nossa ajuda para salvar a Amazônia. Assine esta petição agora e compartilhe amplamente. Se 1 milhão de pessoas assinarem, vamos criar uma tempestade de mídia que forçará Correa a dar um passo atrás:

http://www.avaaz.org/po/oil_in_the_amazon_global/?bwsNxab&v=21317

Depois da Texaco e outras empresas de petróleo terem poluído as águas do Equador e devastado ecossistemas preciosos de maneira irreversível, Correa conduziu o Equador a ser o primeiro país do mundo a reconhecer os direitos da "Mãe Terra" em sua Constituição. Ele anunciou que o Equador não estava à venda, e no Parque Nacional Yasuni, promoveu uma iniciativa inovadora, onde outros governos pagam ao Equador para manter o petróleo no solo protegendo a floresta ao invés de destruí-la. Mas agora ele está prestes a se vender.

De modo chocante, a terra Kichwa está, em parte, no Parque Nacional Yasuni. Mas, ainda mais chocante é o grande plano de Correa: dentro de alguns dias funcionários do governo começarão uma turnê mundial para oferecer aos investidores estrangeiros o direito de perfurar em uma área de 4 milhões de hectares de floresta (maior que a Holanda!). O Equador, como qualquer país, pode argumentar que tem o direito de lucrar com seus recursos naturais, mas a própria Constituição diz que deve-se respeitar os direitos indígenas e suas incríveis florestas, que rendem milhões de dólares em turismo a cada ano.

Neste momento, Correa está em uma dura batalha para ganhar seu segundo mandato como presidente. É o momento perfeito para fazê-lo honrar suas promessas ambientais e fazer essa Constituição verde se tornar realidade. Assine agora para apoiar o povo Kichwa e salvar sua floresta:

http://www.avaaz.org/po/oil_in_the_amazon_global/?bwsNxab&v=21317

Nossa comunidade tem lutado ano após ano para proteger a Amazônia no Brasil e na Bolívia, e obteve muitas vitórias apoiando as comunidades indígenas. Agora é a vez do Equador: vamos responder a este apelo urgente e salvar a floresta.

Mais informações:

Equador revive conflito sobre exploração de petróleo na Amazônia (BBC)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121209_petroleo_amazonia_equador_rw.shtml

Equador licitará novas áreas petrolíferas na Amazônia (Exame)
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/equador-licitara-novas-areas-petroliferas-na-amazonia

Chevron é multada em US$ 19 bilhões no Equador (Veja)
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/chevron-e-multada-em-us-19-bilhoes-no-equador

Tribo equatoriana recebe indulto de intrusão de óleo (The Guardian) (em inglês)
http://www.guardian.co.uk/environment/2013/jan/17/indigenous-ecuadorian-tribe-oil-intrusion

Equador adota direitos da natureza em Constituição (Rights of Nature) (em inglês)
http://therightsofnature.org/ecuador-rights/

TCU passará a atuar por áreas temáticas

O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou 2013 com nova estrutura. A especialização das unidades técnicas responsáveis pelas fiscalizações é mais um avanço na busca pela excelência do controle e foi a diretriz adotada para a definição da atual organização, idealizada pelo presidente do TCU, ministro Augusto Nardes.

A unidade responsável pela coordenação e execução das fiscalizações do TCU, a Secretaria-Geral de Controle Externo (Segecex), passou a reunir auditores e ações por área temática. A clientela do TCU agora está distribuída por quatro coordenações-gerais de controle externo: Social, Serviços Essenciais ao Estado, Desenvolvimento Nacional e Infraestrutura. Cada uma dessas coordenadorias desdobra-se em secretarias especializadas em temas como Educação, Saúde, Desenvolvimento Econômico e Administração do Estado. Ainda, foi criada uma secretaria específica para fiscalizar contratações de bens e serviços de apoio logístico dos órgãos federais.

As unidades que já possuíam alto grau de especialização foram mantidas dentro da nova estrutura. As quatro secretarias de fiscalização de obras, por exemplo, passaram a fazer parte da Coordenação-Geral de Infraestrutura. As unidades especializadas foram mantidas, porém com cotornos de atuação mais definidos.

Segundo o presidente Augusto Nardes, o foco na especialização é uma medida para fortalecer o TCU e adequá-lo às demandas da sociedade. “A ideia é fazer com que as secretarias tenham uma identidade em sua atuação. E que, a partir do amplo conhecimento em sua área, possam fazer um melhor planejamento de suas ações, além de atuar de forma mais contundente no aprimoramento dos instrumentos de governança do setor público brasileiro”, explica. “Estou muito confiante de que esse novo modelo, que é resultado de um longo processo de maturação no Tribunal, permitirá alcançar resultados ainda mais efetivos para a sociedade brasileira”.

Além das unidades diretamente ligadas às atividades de execução de fiscalização, a Segecex ainda abriga duas unidades responsáveis pela metodologia e gestão de sistemas e informação e pela análise de recursos.

Conheça a nova estrutura do TCU aqui.
Secom/ TCU
Fonte: Agência TCU
 

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Planos que não saíram do papel


Estudo analisa os planos de construção da malha viária no Brasil elaborados entre 1869 e 1889, os ímpetos modernizadores que os inspiraram e as resistências conservadoras que os fizeram fracassar (Museu Imperial)

Por José Tadeu Arantes

Manter a integridade de um território com dimensões continentais e alargar ainda mais suas fronteiras foram duas metas gêmeas das elites político-econômicas brasileiras do Período Imperial. 

Os planos de viação elaborados durante o Segundo Reinado – planos que, projetando colocar em contato os pontos mais distantes do gigantesco território, objetivavam integrar efetivamente a economia brasileira ao mercado mundial e consolidar o Estado nacional centralizado, mas que não chegaram a sair do papel – dão bem uma ideia das ambiguidades dessas mesmas elites.

Idealizados por engenheiros de perfil modernizador, fascinados pelas transformações capitalistas em curso na Europa e nos Estados Unidos, esses planos tiveram suas efetivações abortadas, em grande parte devido às resistências de elites agrárias, que queriam, sim, o conforto do telégrafo, mas sem abrir mão do trabalhador escravizado. E as consequências desses abortos se fazem sentir até hoje.

A peculiaridade do tema – histórico, mas, ao mesmo tempo, muito incidente no cenário atual – é um dos fatores que legitimam o seu tratamento com o olhar e as ferramentas conceituais do geógrafo.

Foi o que fez Manoel Fernandes de Sousa Neto, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), em sua tese de doutorado, defendida na USP em 2004, e agora publicado como livro com apoio da FAPESP.
Em Planos para o Impérios: Os planos de viação do Segundo Reinado (1869-1889), Sousa Neto considera a influência do passado colonial na estruturação do território brasileiro; enfatiza a fragilidade do Estado centralizado durante o Período Imperial, evidenciada na Guerra contra o Paraguai; e aborda em detalhes cinco planos de viação elaborados nas duas décadas compreendidas entre 1869 e 1889 – os ímpetos modernizadores que os inspiraram e as resistências conservadoras que os fizeram virar letra morta.

Além da resistência oligárquica, por que esses planos fracassaram? “Em primeiro lugar, porque o projeto não era mesmo modernizar o país e incorporar todo o território à lógica capitalista de rápida circulação de capitais, mercadoria e pessoas, mas manter um vasto fundo territorial para a incorporação futura, sob a égide das frações da burguesia agrária”, responde Sousa Neto.

“Depois, havia o problema da dimensão física do território e das dificuldades impressas na própria natureza, como a topografia acidentada de algumas regiões, áreas alagáveis de grande extensão e florestas fechadas, que reclamavam investimentos vultosos e soluções técnicas fabulosas no campo da engenharia”, prossegue o geógrafo.

“Por fim, é preciso considerar que o território não era um espaço vazio. Mas, sim, muito habitado por diversas nações indígenas, que resistiram a muitos dos projetos de modernização propostos pelo capitalismo, antes e depois daquele período histórico”, diz.

Como, além da navegação fluvial, esses planos propunham principalmente a construção de estradas de ferro, que constituíam a opção tecnológica disponível na época, é interessante comparar aqui – embora este não tenha sido um objetivo do livro – a extensão das redes ferroviárias do Brasil e da Índia, dois países outrora classificados como “subdesenvolvidos” e que hoje integram o rol das chamadas “economias emergentes”.

Com uma área terrestre de 2.973.193 km2, a Índia possuía, em 2009, 63.974 km de estradas de ferro, em grande parte instaladas durante o período do domínio colonial britânico. Aproximadamente na mesma época, em 2008, o Brasil, com 8.459.417 km2 de área terrestre, quase o triplo da área indiana, tinha 28.538 km de estradas de ferro (CIA The World Factbook, 10/10/2012).

Houve, posteriormente, uma modestíssima expansão da rede ferroviária brasileira, que chegou, em 2012, a 28.692 km (Agência Nacional de Transportes Terrestres, agosto de 2012).

Quais foram as principais consequências dessa não efetivação dos projetos viários brasileiros? “Muitas. Os setores ligados à exploração mineral e ao agro-hidro-negócio, por exemplo, querem sistemas viários complexos para as áreas ocidentais do país, para escoar o que se produz ao custo de destruição ambiental e para exportar a preços competitivos, já que os custos com transportes afetam diretamente as margens de lucro”, afirma Sousa Neto.

“O livro vê os planos elaborados no Período Imperial não apenas como planos de viação, mas como projetos para o país. O interesse da obra foi buscar compreender que projetos estavam em jogo e como eles sofreram mudanças ou tem soluções de continuidade ainda hoje”, completa.
Fonte: Agência FAPESP 

sábado, dezembro 15, 2012

Niemeyer


Parabéns, Arquitetos e Urbanistas!!!

15 de Dezembro
Dia do Arquiteto e Urbanista
Homenagem do CAU-BR ao Arquiteto Oscar Niemeyer,
Que nasceu nesse dia e hoje estaria completando 105 anos...

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Seminários apresentam o Diagnóstico Regional na Baixada Santista e Litoral Norte

Litoral Sustentável
Projeto Litoral Sustentável – Desenvolvimento com Inclusão Social irá apresentar os resultados do Diagnóstico Regional Urbano Socioambiental Participativo que realizou a partir das pesquisas em 13 municípios do Litoral Norte e da Baixada Santista.  Os eventos acontecerão em Santos, no próximo dia 14, e em Caraguatatuba, no dia 20 de dezembro de 2012.

O objetivo dos encontros é apresentar para a sociedade civil, gestores municipais e estaduais, além de empresários e demais interessados o Diagnóstico Regional realizado pelo Instituto Pólis, debater os resultados dentro de temas e apontar para os próximos passos do projeto no ano que vem.

Endereços dos Seminários

Baixada Santista - O seminário acontecerá em Santos, na Faculdade de Educação Física da Universidade Metropolitana de Santos – Fefis/Unimes – Rua Conselheiro Nébias, 536.
Litoral Norte - Acontecerá em Cararaguatatuba, no Centro Universitário Módulo recebe o evento, na Av. Frei Pacífico Wagner, 653, Centro.

Dinâmica do Evento

Manhã
9h: Abertura com representantes do Instituto Polis, Petrobras, Governo do Estado, Governo Federal, e de fóruns e redes regionais da sociedade civil.
10h: Apresentação dos Principais Resultados do Diagnóstico Regional Urbano e Socioambiental
11h as 13h: Debates
13h as 14h: almoço
Tarde
14h as 16h: Detalhamento do Diagnóstico Regional em Grupos Temáticos:
1. Cultura
2. Educação
3. Saúde
4. Segurança Pública
5. Segurança Alimentar
6. Moradia e Condições de vida
7. Resíduos sólidos urbanos
8. Desenvolvimento econômico e Turismo
16h – Café
16h15 as 18h –Sessão de Encerramento

Transmissão ao vivo no site www.litoralsustentavel.org.br,
com possibilidade de interação e participação no debate via internet.


Fonte: Litoral Sustentável

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Construction EXPO 2013

 

ITA abre inscrições para curso de especialização em sistemas complexos




Realizado em parceria com a Unifesp, objetivo do curso de especialização é formar profissionais em gestão de segurança em aviação e na saúde (Divulgação)

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) está com inscrições abertas para o Curso de Especialização em Sistemas Complexos: Segurança, Aviação e Saúde.

Realizado em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o objetivo do curso é formar profissionais em gestão de segurança nas áreas da aviação e da saúde.

O curso é voltado para profissionais e gestores dos setores de aviação e da saúde, com graduação em áreas afins, e que atuem ou venham a atuar em uma dessas duas áreas.

Com duração de nove meses, o curso será realizado nas dependências do ITA, localizado na Pça. Marechal do Ar Eduardo Gomes, nº 50, em São José dos Campos, em São Paulo.

“Sistemas complexos e engenharia de sistemas”, “Gerenciamento de crises e planejamento de contingências no sistemas da aviação e saúde” e “Estratégias e evidências na prevenção de eventos adversos em saúde” são alguns dos assuntos que serão abordados durante o curso. O prazo para inscrições vai até 14 de janeiro de 2013.

Mais informações e inscrições: www.aer.ita.br/node/1166.

Fonte: Agência FAPESP

Teste molecular poderá evitar cirurgia desnecessária em pacientes com câncer retal


Por Karina Toledo, de Salamanca



Grupo de pesquisadores, coordenados por Anamaria Aranha Camargo, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e do Centro de Oncologia Molecular do Hospital Sírio-Libanês, procura marcadores genéticos que ajudem os médicos a prever a resposta a tratamentos (K. Toledo)

 O tratamento padrão para câncer de reto atualmente envolve a chamada terapia neoadjuvante – que consiste em aplicar quimioterapia e radioterapia para reduzir o tamanho do tumor –, seguida por uma cirurgia invasiva que, na maioria dos casos, tem grande impacto na qualidade de vida do doente.
 
Uma parcela significativa dos pacientes reponde tão bem à terapia neoadjuvante que poderia até mesmo ser dispensada da cirurgia. Cientistas do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, do Centro de Oncologia Molecular do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto Angelita & Joaquim Gama trabalham no desenvolvimento de um teste molecular com o objetivo de auxiliar os médicos a identificar esses casos.

Os resultados preliminares da pesquisa, que conta com apoio da FAPESP, foram apresentados por Anamaria Aranha Camargo, diretora do Instituto Ludwig, no dia 11 de dezembro, durante o evento “Fronteras de la Ciencia – Brasil y España en los 50 años de la FAPESP.

O simpósio integra as comemorações dos 50 anos da FAPESP e reúne, nas cidades de Salamanca (10 a 12/12) e Madri (13 e 14/12), pesquisadores do Estado de São Paulo e de diferentes instituições de ensino e pesquisa do país ibérico, em uma programação intensa, diversificada e aberta ao público.

Segundo Camargo, aproximadamente 3% dos pacientes não respondem à terapia neoadjuvante e são submetidos desnecessariamente aos efeitos adversos da quimioterapia e da radioterapia. No outro extremo, porém, há 30% que respondem tão bem que nem sequer precisariam ser operados.

“Esse número pode chegar a 60% dependendo do protocolo usado. Precisamos de ferramentas mais eficientes para diferenciar esses casos e fazer um tratamento mais personalizado”, disse Camargo à Agência FAPESP.
Hoje, a avaliação dos resultados da terapia neoadjuvante é feita por meio de análises sorológicas, toque retal e exames de imagem, como ultrassom e tomografia. Mas nenhuma dessas técnicas é suficiente para dar ao médico a certeza de que o tumor desapareceu. Na dúvida, os cirurgiões preferem operar.

Dependendo da área afetada, a cirurgia pode prejudicar a função sexual e causar incontinência urinária e fecal. A boa notícia, porém, é que os avanços na área de genômica estão permitindo a identificação de marcadores e o desenvolvimento de testes personalizados que poderão livrar boa parte dos pacientes desse sofrimento.

Em parceria com os pesquisadores Angelita Habr-Gama e Rodrigo Oliva Perez, do Instituto Angelita & Joaquim Gama, o grupo de Camargo sequenciou o genoma do tumor de sete pacientes e identificou todos os rearranjos cromossômicos presentes em cada caso. Em seguida, foram desenvolvidos ensaios moleculares que permitem rastrear a presença dessas alterações cromossômicas em amostras de sangue.
“Se o exame molecular detectar a presença do DNA alterado, é sinal de que ainda há células tumorais produzindo e liberando esse material na corrente sanguínea. Já se o resultado for negativo, o paciente poderá repetir o teste de tempos em tempos para ter certeza de que não houve uma recidiva”, explicou Camargo.

Validação em grupo diferente

O método já foi testado em dois dos sete pacientes que tiveram o genoma sequenciado. “Como controle positivo, escolhemos um caso em que o exame clínico havia confirmado que o tumor continuava presente e o teste molecular, de fato, conseguiu rastrear o DNA tumoral no sangue”, contou Camargo.

Como controle negativo, os pesquisadores aplicaram o teste molecular em um paciente que já havia sido operado e a biópsia não havia revelado células tumorais. O resultado do exame molecular também foi negativo, reforçando a hipótese de que a cirurgia foi desnecessária.

“Começamos pelos extremos e agora vamos testar os pacientes em que haveria dúvida. Se conseguirmos reunir evidências de que o método tem, de fato, utilidade clínica, o próximo passo é testá-lo em uma amostra maior”, disse Camargo.

A grande dificuldade, segundo a pesquisadora, é que nos casos de câncer retal não existe um padrão recorrente de rearranjos cromossômicos. “Alguns pacientes podem ter dez rearranjos e outros podem ter mais de cem. Com a tecnologia de sequenciamento disponível hoje a um custo relativamente baixo, é possível analisar cada um dos tumores e desenhar os ensaios moleculares de forma individualizada”, disse.

Paralelamente, os cientistas analisam o perfil de expressão gênica em outra amostra de 30 pacientes para tentar identificar um conjunto de genes capaz de indicar antecipadamente a resposta ao tratamento neoadjuvante.
“Já achamos uma assinatura gênica capaz de dividir os pacientes em dois grupos – aqueles que respondem completamente ao tratamento e aqueles que têm resposta incompleta. Mas, para ter certeza, precisamos fazer a validação em um grupo diferente de voluntários”, explicou Camargo.

Segundo a pesquisadora, a estimativa é que no início de 2013 o sequenciamento de um genoma humano completo poderá ser feito a um custo de US$ 1 mil.
“Ainda é uma metodologia cara e poderá levar um tempo até ser incorporada ao Sistema Único de Saúde. Mas é um avanço importante e, como toda tecnologia nova, leva um tempo para ser incorporada e socializada”, disse. 

Fonte: Agência FAPESP

terça-feira, dezembro 11, 2012

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Israel no banco dos réus?


Palestina acusa Israel ante o conselho da ONU

Parece que um dos temores de Benjamin Netanyahu começa a ganhar corpo. Poucos dias depois de ser reconhecida como Estado pela ONU, a Palestina já pede à comunidade internacional que responsabilize Israel por crimes de guerra, violações dos direitos humanos e terrorismo.

O pedido se baseia no avanço de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que vendo sendo duramente criticado pela opinião pública. Vale lembrar que a questão das negociações de paz no Oriente Médio tem sido conduzida pela Rússia, os Estados Unidos, a União Europeia e as Nações Unidas.

A seguir, a palavra do prof. Bruno Borges acerca do assunto:


O maior problema de Israel tem sido a sua constante ênfase em definir a situação de segurança de seu país sob uma vertente que dá maior importância a questões de “hard power” (valorizando o aspecto militar da questão da segurança) em detrimento do “soft power”, ou “poder brando”, de convencimento e de atração para a sua posição. O dilema acontece porque os incentivos da política doméstica israelense de curto prazo não batem com a necessidade de investir em uma solução de negociação a longo prazo. Isso vem deixando aparente a dificuldade cada vez maior do governo israelense em conseguir apoio internacional para suas ações em Gaza.

Parece incoerente e contraproducente para a comunidade internacional que, ao mesmo tempo em que acusa os palestinos de atirarem primeiro em sua população, o governo israelense incentive a construção de mais assentamentos em áreas que inviabilizam ainda mais a possibilidade acordada historicamente da construção de dois países, posição inclusive defendida pelo Brasil e por Oswaldo Aranha quando da criação do estado de Israel. Ao isolar-se, cada vez mais, da comunidade internacional, Israel pode estar prejudicando muito mais a sua situação. 


Fonte: Clio Internacional 

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Bacia de Santos já produz cerca de 20% do gás natural no Brasil





O Gerente Geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS), José Luiz Marcusso, participou na manhã desta terça-feira (27/11), em São Paulo, do Seminário Desafios de São Paulo na Demanda do Pré-Sal, no qual abriu o ciclo de palestras com o tema “Situação atual e perspectivas do desenvolvimento do pré-sal na Bacia de Santos”.

Em sua explanação, Marcusso enfatizou que a camada do pré-sal já é uma realidade e está em fase de consolidação, enquanto o pós-sal concentra, atualmente, o maior esforço exploratório, com quase 70% do investimento. “Hoje o grande foco do pré-sal é em desenvolvimento da produção, ou seja, a transformação do que já foi descoberto e os novos projetos de produção”, explicou.

O executivo também destacou que hoje a produção total da Petrobras está na faixa de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, número que passará para 2,5 milhões em 2016 e 4,2 milhões em 2020, crescimento impulsionado pela implantação de novos sistemas de operação. “Teremos a chegada de 38 novos sistemas de produção, grande parte já em implantação ou contratados. Deste total, 25 serão instalados na Bacia de Santos e contribuirão decisivamente com o crescimento desta produção”, afirmou.

Gás Natural

Atualmente, a Bacia de Santos entrega na costa do estado de São Paulo 11 milhões de m3 por dia de gás. A Bacia responde hoje por cerca de 20% do gás natural de origem nacional disponibilizado ao mercado brasileiro.

A Unidade de Tratamento Monteiro Lobato (UTGCA), mesmo com um ano de operação, já é responsável pelo processamento de mais de 10 milhões de m3 por dia. “A unidade está passando por obras de adequação que irão permitir a entrega de mais de 20 milhões de m3 por dia”, enfatizou Marcusso.

Para finalizar, Marcusso citou que o grande desafio da Bacia de Santos é operar essa gama de atividades com alta eficiência operacional sem acidentes, sem impacto ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores.

 Fonte: PETROBRAS

segunda-feira, novembro 26, 2012

Bolsas de Mestrado e Doutorado em Engenharia


Projeto de pesquisa apoiado por FAPESP e ETH Bioenergia e conduzido na UFSCar recebe inscrições até 30 de novembro de interessados (foto:E.Cesar)

O projeto de pesquisa "Estudo de Processos Integrados de Produção e Recuperação de Etanol 1G", apoiado pela FAPESP e pela ETH Bioenergia, oferece bolsas de mestrado e doutorado em Engenharia Química.
 
Os temas são:

1) Estudo da recuperação de solvente por destilação instantânea de equilíbrio (mestrado); 

2) Estudo de absorção de etanol de gás carbônico em diferentes solventes (mestrado); 
3) Integração dos processos de produção e recuperação de etanol 1G (doutorado); 
4) Fermentação extrativa utilizando solventes orgânicos (doutorado).

Os candidatos devem ter, preferencialmente, formação em Engenharia Química (graduação e/ou mestrado).

Os candidatos deverão se inscrever no Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal de São Carlos (PPG-EQ/UFSCar) até o dia 30 de novembro de 2012 para ingresso no primeiro semestre de 2013.

Mais informações: temas 1, 2 e 3, com Marco Giulietti (giulietti@ufscar.br), Luiz Fernando de Moura (mouralf@ufscar.br), André Bernardo (abernardo@ufscar.br), e tema 4, com Alberto Colli Badino Junior (badinojr@ufscar.br) ou Antonio José Gonçalves da Cruz (ajgcruz@ufscar.br).
 
 Fonte Agência FAPESP